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Subúrbio

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Re: Subúrbio

Mensagem por GM Akira em Dom 06 Maio 2012, 2:15 pm

@ Klaus

Para Klaus, não importava mais ficar ali. Ao menos aquela espelunca tinha lhe dado um bom descanso e um pouco de comida. Poderia partir e foi o que fez. Saiu pelas ruas de Paramet à procura de alguma Biblioteca, mas todos lhe balançavam a cabeça em forma de negação. Não sabiam, afinal, era um povo de pouca cultura.

Aquilo perdurou por mais de meia hora, quando finalmente um senhor carrancudo e mal humorado disse-lhe de forma ríspida que se quisesse achar alguma Biblioteca, que fosse tentar a sorte em Hilydrus. A cidade principal não ficava muito longe dali. Em mais ou menos... 3 horas já estaria nos portões da grande capital.


<Poste nos Arredores de Paramet e em seguida nos Portões de Acesso no Castelo Trutzburg em Hilydrus. Não precisa esperar meu post nos arredores, somente no portão.>

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A Trilha do Lobo

Mensagem por Groznyi em Sab 20 Out 2012, 12:46 am

Após deixar a Vila de Calm para trás, o jovem Loup deixava também sua família e seu Clã. Abandonaria a todos que conhecia e tudo que sabia fazer. O ofício de caçador, ao qual sempre sonhou em se dedicar, e que se viu forçado a abdicar tão cedo, devido a forças maiores. Seu próprio pai o impelira a ir. Não por desejo próprio, mas sim, para proteger-lhe a vida. Loup nunca pensou que o homem o qual durante anos, julgou ser tão frio e rude, seria capaz de tal ato nobre.

Contudo, ao mesmo tempo em que aquilo podia ser uma proteção, era também uma punição. Afinal, não tinha ele culpa do que se acometera. Ou pelo menos, não toda a culpa. A verdade, ele acreditava, era que o pai não queria por perto nada que pudesse manchar sua honra e impedi-lo de alcançar a liderança do Clã. Sendo assim, a partida do filho, para longe dos inimigos, seria necessária para que o rapaz não se tornasse um ponto fraco de seu progenitor.

Mas aquela afinal, não seria uma viagem definitiva. O jovem de olhos azuis deixou seu lar carregando o sonho de se tornar mais forte e capaz, para um dia retornar a Calm e mostrar a todos que não temia ser quem ele era agora. Não temeria represálias, nem ofensas. Muito menos dentro de sua própria casa. Haveriam de aceitá-lo por bem ou por mal. E os que ainda assim se recusassem, cairiam diante de suas presas.

"Como isso pode acontecer?" Caminhava entretido em seus pensamentos. "Eu agora sou... um monstro! Aquilo que "papa" sempre nos ensinou a odiar e destruir. Eu sou meu próprio monstro!"

Um pequeno sorriso involuntário brotou em seus lábios e se forçou a parar um instante.

"Mas isso não há de ser um problema. Não! Essa é a minha maldição, mas é também a minha dádiva. Minha oportunidade de me tornar tão forte quanto nenhum outro Garou jamais foi! E quando voltar para Calm, mostrarei a meu pai que não sou motivo de vergonha. Seus inimigos o temerão justamente, por me verem ao seu lado. E assim será!"

Durante as horas seguintes ele caminhou pelas estradas que seguiam até a cidade mercante de Paramet. Porém, jamais havia viajado para tão longe. O que pouco conhecia dos mapas não mostrava ser suficiente para encontrar a trilha certa. Haviam diversas indicações diferentes pelo caminho e numa dessas ele acabou pegando um contorno errado. Resultado, ao invés de chegar a entrada principal que daria no centro de Paramet, ele acabou entrando pelos subúrbios da cidade.

Não era um local bonito como havia ouvido falar, muito menos aconchegante. Percorreu ruas estreitas e sujas, povoadas por gente mal-encarada, mendigos, muitos que não paravam de olhar pra ele. Com sua sua pele tão clara e o par de olhos azuis, ele já destoava dos outros. Somado a isso, a jaqueta e as botas, com adornos de pelo e couro de animal, trajes típicos do norte, era nítido que Loup não era dali.

"Será que estou mesmo em Paramet? Talvez essa seja uma cidade vizinha e eu ainda precise atravessá-la antes de chegar na cidade dos mercadores. Droga, eu devia ter comprado um mapa melhor caminho. Essa droga que eu arranjei vai me meter em problemas já, já..."

Cauteloso, manteve as mãos para fora dos bolsos, caso precisasse se proteger de algum problema e continuou andando sem olhar para os lados, esperando achar algum caminho que pudesse leva-lo para longe daquele lugar o mais rápido possível.
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Re: Subúrbio

Mensagem por Zatoichi em Ter 23 Out 2012, 11:43 am

@Loup

Loup andava pelos Becos do subúrbio de Paramet. Ainda que mal encarado e ligeiramente assustado ele sabia que podia ficar tranquilo. Aquelas pessoas não poderiam lhe fazer mal sem uma boa justificativa. Parecia ser alguem superior aos demais naquele ambiente. Mesmo agora não tendo nada, zerado em dinheiro e comida, claramente tinha um berço melhor.

Foi andando durante alguns minutos virando a cabeça e procurando saída dali. Em um dos becos viu um casal de crianças contando moedas .A primeira coisa que passaria pela cabeça de qualquer um é que aquelas ali ou foram recompensa de muito esforço ou teriam sido roubadas. Era natural, o preconceito existia na ilha e alguns dos moradores dos subúrbios sofriam constantemente, ladrões, bandidos, foras da lei, chefes dos piores grupos da região se encontravam la. Porém outros nada tinham a ver com isso e sofriam ainda mais.

Não deu tempo de pensar muito. A garota percebeu a presença de Loup ali e puxou seu irmão, adentraram mais o beco e com pouca dificuldade escalaram a grade ao fundo, pulando para o outro lado saíram correndo. Tudo bem que Loup não era dali, mas seria medo dele que aquelas crianças sentiram? A situação com o tempo veio a ficar mais clara. Todos os moradores começaram a sumir das ruas. Um por um eles entravam nas casas e se trancavam la. Quando se deu conta o lobisomem estava totalmente sozinho.

Vindos de trás dele, o garoto começou a escutar gritos. Eram ordens para algo, dificeis e de entender, quem os trazia? Não deu nem para ver, enquanto se virava para trás recebeu um golpe nas costas e foi arremessado contra a parede mais proxima. Caído no chão pode finalmente ver o que ocorria. Eram membros da cavalaria de Hilydrus.

Eram três cavaleiros. Todos muito bem equipados. Suas armaduras, cada uma com cor cor diferente. Brilhavam em meio aquele ambiente escuro e perigoso.

-Garoto, o que está fazendo ai? Levante-se...- Ordenou o soldado da esquerda. Esse, assim como os demais, trazia com ele uma lança e parecia estar bem calmo, tranquilo e falava com certa serenidade na voz, trajava uma armadura verde da cor de seus cabelos.

Os três cavaleiros começaram a dialogar entre si e Loup ficou totalmente perdido na conversa. A direita estava uma garota. Tinha longos cabelos negros e trajava uma armadura branca. Desmontou do cavalo e se aproximou do lobisomem no chão tocando sua testa.

-Senhor! Se me permite...- Começou a falar com seu superior. Acho que é um deles: Lobisomem, aproximadamente 20 anos, pode ser um problema. O ideal seria levá-lo para base.- Falava com pressa e delicadamente, parecia temer dar informações erradas.

Loup estranhou. Como diabos a garota podia saber tanto sobre ele? aquilo estava errado. O soldado do meio balançou a cabeça negativamente e começou a falar.

-O que tem a dizer em sua defesa garoto?-

Loup gelou, deviam estar confundindo ele com alguém. Mas quem? De algo ele sabia. Estava encrencado. Nunca era uma boa andar por aqueles subúrbios e aparentemente, quem não era pego pelos moradores e assaltantes de lá, era pego pelo exercito. Irônico? talvez não...

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Re: Subúrbio

Mensagem por Neil Blaze em Ter 23 Out 2012, 11:20 pm

Finalmente em casa, ou melhor, perto de casa. Mesmo assim, Neil já podia sentir o aroma pútrido de Hilydrus e sua carcaça aos poucos começava a aparecer. “Que merda!” – Pensava. Por mais que estivesse determinado a seguir adiante e enfrentar seu progenitor, ainda sentia pequenos calafrios quando pensava no assunto. Não era medo, era ansiedade. E nesse momento os olhos vermelhos pareceram brilhar. Brilharam de emoção, de raiva, de ódio, de perversão. Sorriu sem se preocupar em ser ouvido pelos moradores ausentes e covardes em suas casas se escondendo, muitas vezes de uma tríade corrupta e incerta. Que bela merda! Gargalhou mais ainda enquanto escalava o telhado de uma casa simples de madeira.

Não fosse por um estrondoso barulho, Neil teria seguido tranquilamente pelos telhados das cassas inúteis por onde pisava, contudo, sua curiosidade foi maior e se aproximou mais da borda do telhado para ver o que estava ocorrendo naquela rua imunda. Como sempre – ou não – estavam oprimindo um jovem rapaz. Era o exército e estavam bem armados e isso fora bem notado por Neil. “Oh! Que pena!” – Pensou de um modo dramático enquanto se preparava para uma ação e tanto. Imediatamente e de forma súbita saltou do telhado, caindo em frente à moça de olhos castanhos claríssimos. Era algo surpreendente, uma vez que não imaginariam de forma nenhuma que alguém viria, aparentemente do céu, para foder com uma pequena reunião. E extravagante como era, Neil não deixou barato.

Surpreendendo a moça, Neil segurou sua mão esquerda onde segurava um arco. E a outra segurou em seu queixo apertando suas bochechas como os nobres faziam com as crianças enfezadas em gesto idiota de felicidade. Os olhos vermelhos encaravam o rosto da jovem de forma insana enquanto dizia:

- Bom dia, Mon amour! – Virou-se para os parceiros e disse: - Acho melhor não se mexerem porque eu posso fazer um estrago com essa linda criatura.

Neil estava blefando descaradamente, mas os olhos insanos e contagiosos deixavam o clima tenso e pesado para uma perfeita teatralidade. Voltou e encará-la novamente e nesse momento o anel em sua mão direita tornou-se negro e uma tatuagem nascia no lado direito da face da moça. (Marca da Força). Assim que a tatuagem ficou completa, Neil simplesmente a largou, gargalhando e se jogando ao lado do rapaz que tinha acabado de ser acudido.

- E então companheiros, qual é a novidade?

Certamente não atacariam. A tatuagem causada dúvida e espanto, afinal, não sabiam do que ela era capaz. Naquele momento, podia-se dizer que Neil tinha certa vantagem. Sorria cinicamente e com certo desdém daquela incompetente cavalaria. Mas até que a garota era sexy!

<Oláááá! Espero que eu seja bem vindo aqui. o/>
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Re: Subúrbio

Mensagem por Groznyi em Qua 24 Out 2012, 3:06 am

Comparado com a cidade de onde vinha, aquele lugar era tão miserável a ponto de fazer Loup se sentir mal. Não que tivesse medo dos demais. Desde que fora mordido pelo lobisomen, considerava-se mais forte, mais ágil. Dificilmente alguém ali seria capaz de ameaça-lo, que ele não pudesse retaliar de forma adequada. O rapaz apenas não gostava daquela sensação de parecer superior aos outros. Por mais que suas roupas estivessem gastas, não eram os farrapos daqueles ao seu redor. Estava nitidamente mais bem vestido e também limpo, o que ajudava a destoá-lo dos subúrbios de Paramet.

De repente, ao virar num dos becos apertados, deparou-se com duas crianças. A primeira idéia que passou na cabeça de Loup foi perguntar a eles como poderia chegar ao centro da cidade. Mas ao reparar melhor nelas, percebeu com um aperto no coração, como suas roupas estavam imundas e os seus cabelos desgrenhados. Os pés manchados de lama seca, e nos olhares de cada uma delas, viu a fome de um animal feroz, que admiravam as moedas como se fossem suas presas abatidas.

Não importava a origem daquele dinheiro, provavelmente não seria honesta. Mas também não era honesto deixar aqueles pequenos em tal condição. Desejou que fosse possível ajudá-las, afinal, como ele bem sabia, em terras onde a fome assola, predadores maiores podem tentar roubar as caças de filhotes como eles. Mas só então se deu conta que ainda estava parado na entrada do beco. Quando finalmente tentou se aproximar das crianças, elas foram mais rápidas ao perceberem seu movimento e logo trataram de escapar.

-Esperem vocês dois, eu preciso de... -Contudo, antes que pudesse terminar a frase, ambos já haviam fugido. Enquanto falava, tentou correr pelo beco atrás deles e quando chegou ao ponto onde estavam, não havia mais nenhum sinal delas. -ajuda...

"Provavelmente pensaram que eu queria roubá-las. Droga, se eu não tivesse hesitado, talvez pudesse ter pedido alguma informação... Espero que pelo menos fiquem bem..."

De volta pelo beco, pensou que seria possível conseguir informações de alguma outra pessoa, mas notou que sempre que se aproximava um pouco, todos nas ruelas do subúrbio se afastavam dele o mais rápido possível. Portas e janelas se trancavam ao seu redor e assim que se deu conta, não havia mais nenhuma viva alma por perto.

A desconfiança se assomou ao rapaz. Ele até poderia parecer um pouco ameaçador com suas roupas e semblante fechado, mas aquela reação não era normal. Se tantos moradores fugiam assim na presença de um único estrangeiro, aquele lugar devia ser mesmo perigoso. Estava começando a ficar estressado. Ele simplesmente queria sair dali! Será que não havia ninguém que pudesse dar uma droga de informação?

De repente pensamentos foram interrompidos quando escutou gritos atrás de si. Um sinal alarme soou em sua cabeça. Se já não havia mais ninguém na rua, só poderia ser um daqueles perigos que as pessoas esperavam. Os músculos do seu corpo se retesaram e ele sentiu a adrenalina subir. Receoso, pensou em se virar de costas devagar para descobrir de onde vinham aquelas vozes. Mas este foi seu erro. Antes que completasse o movimento foi atingido atingido abruptamente pelas costas.

O impacto violento o arremessou contra a parede de um casebre. Sem ter meios para se defender, ele bateu a cabeça com força e tudo escureceu. Quando tornou a abrir os olhos outra vez, percebeu que estava caído no chão. Notou o gosto de sangue enchendo sua boca e por algum motivo, aquilo o irritou profundamente. Tanto que demorou para notar as tres sombras que se projetavam sobre seu corpo.

Ao olhar para cima, encontrou os donos delas. Três soldados a cavalo, trajando armaduras que nunca tinha visto antes. Um deles, ou talvez dois, seriam seus agressores. Tateou a parede ao lado e se apoiou nela para tentar levantar. A dor de cabeça não permitiu que ficasse imediatamente de pé, mas manteve-se agachado, apoiado num dos joelhos, como um lobo encurralado.

Os pelos do seu corpo estavam todos arrepiados. Ele fuzilava os três com seu par de olhos azuis, disposto a enfrenta-los ali mesmo se fosse preciso. O que estavam pensando? Seus lábios se encresparam e um rosnado baixo pode ser ouvido quando um deles dirigiu a palavra a Loup.

-Garoto, o que está fazendo ai? Levante-se...


-Eu não estaria caído se alguém não tivesse me atacado! -Respondeu com toda sua frieza na voz.

Apesar disso, nenhum deles pareceu lhe dar ouvidos. Então em silêncio o jovem licantropo o observou, tentando perceber ao máximo o que poderia usar a seu favor. Ele teria saído dali bem rápido se possível, mas os cavaleiros estavam bem armados, ao contrário de Loup, e bloqueavam qualquer rota de fuga com o tamanho dos seus cavalos.

Foi quando ele se deu conta de algo importante. As ruelas e becos do subúrbio eram estreitas e apertadas, mal dava para dois homens grandes passarem entre por uma delas. Ao passo que os tres cavaleiros necessitavam de bastante espaço para eles e seus animais. Se pudesse correr como aquelas crianças correram dele, poderia usar isso ao seu favor. Fugiria por algum beco estreito e já teria pulado o muro antes que algum dos soldados pudesse alcançá-lo. Bastava esperar o momento certo.

Foi quando a única garota entre os três, e só então ele percebeu que era uma garota, saltou e se aproximou dele. Como ela não demonstrava uma postura agressiva, nem ele tinha opções de correr, esperou para ver o que ela faria.

A jovem tocou sua testa e naquele instante Loup se sentiu incomodado. Não era costume no norte que desconhecidos se tocassem tão facilmente, ainda que fosse uma garota. Ele a teria empurrado, porém as palavras dela o deixaram sem reação.

-Senhor! Se me permite...- Começou a falar com seu superior. Acho que é um deles: Lobisomem, aproximadamente 20 anos, pode ser um problema. O ideal seria levá-lo para base.- Falava com pressa e delicadamente, parecia temer dar informações erradas.

"Mas o que? Como ela...? Argh!" Esforçou-se ao máximo para não demonstrar nenhuma reação. Manteve o rosto quase na mesma forma em que estava, a não ser por um leve movimento das sobrancelhas. Aquela garota devia poder usar algum tipo de magia. Não era versado nessa área, mas mágicos eram sempre perigosos! Deveria manter distância.

Assim que ela se voltou para ouvir a resposta do outro Cavaleiro, Loup se livrou do braço dela com um puxão e se afastou na direção do cavalo da amazona. Assim, ficaria a uma distancia segura da mesma, e ainda teria o animal como um anteparo entre ele e os outros dois.

-O que tem a dizer em sua defesa garoto?

-Eu não tenho absolutamente nada a dizer, seus cães! Foram vocês que me atacaram, eu é quem tenho direito de exigir uma explicação! Não sei sobre o que vocês estão falando de mim, mas não vão me levar para lugar nenhum!

Finalmente de pé, ele manteve as pernas afastadas uma da outra, numa posição de luta, onde tanto pudesse lutar quanto estava preparado para sair correndo. Da mesma forma, manteve os braços erguidos na altura do rosto, os dedos abertos como garras, pronto para se defender a qualquer custo.


Última edição por Groznyi em Qua 24 Out 2012, 3:20 am, editado 1 vez(es)
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Re: Subúrbio

Mensagem por Groznyi em Qua 24 Out 2012, 3:16 am

De qualquer jeito Loup ainda se encontrava em desvantagem. Ele não gostaria de enfrentar três cavaleiros sozinho, por mais que confiasse em suas habilidades, pareciam ser adversários formidáveis.

Foi nesse momento em que um estranho ser pareceu cair do céu diante deles. Loup franziu o cenho enquanto o via brincar e falar bobagens com a garota ao lado. Aquele cara não pareceu agradável quando bateu seus olhos nele e pareceu menos ainda quando fez surgir uma marca no rosto da garota. Não sabia o que aquilo significava, mas provavelmente seria melhor manter distância dele. Ao mesmo tempo, era mais que bem vindo!

Uma distração a mais para os soldados, e que pudesse ameaça-los, era a oportunidade ideal para que Loup deixasse os três para trás. Não sabia ao certo como tinham descoberto que ele era um lobisomen, mas agora que já sabiam, e o que era pior, queriam prende-lo por isso, não estava interessado em ficar mais muito tempo na companhia deles.


[Neil, como o Loup mesmo disso, voce é bem vindo aqui sim! Mas espero que compreenda quando eu peço que minha ação seja considerada antes da sua. Eu estava primeiro na cena e o correto, se nós tivessemos combinado antes que você iria aparecer, seria você postar depois de mim. Então não vejo por que ser diferente. A principio eu prefiro me afastar dos guardas, mas podemos continuar interagindo daqui em diante.]
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Re: Subúrbio

Mensagem por Zatoichi em Sab 27 Out 2012, 6:39 pm

[Então demorou um pouco a mais do que planejei, mas ta ae. xD]
@Loup

O soldado do meio se irritou profundamente ao ver a reação do garoto e escutar tais palavras. Cães? Aquele não era o melhor jeito de conversar com as autoridades de Hilydrus, bem ou mal eram cavaleiros do exército. Ao menos agiam como tais. Loup estava claramente assustado e em desvantagem. A garota, telepata como demonstrou ser, já sabia disso.

A moça de cabelos negros então andou até Loup devagar. Ela não parecia tão ameaçadora quanto os outros dois ali presentes, o modo como andava, seu jeito, até sua arma: usava um arco e não uma lança, mas seus poderes pareceram ser algo extraordinário.

-Podemos conversar, peço que fique calmo.- Começou a falar. Não parecia ser o tipo de mulher dura ou séria, mas agia, ou tentava agir como tal. Porém antes que pudesse continuar a falar um outro jovem pareceu cair do céu entre a cavaleira e o licantropo.

@ Loup e Neil

Neil foi rápido e rude. O Soldado de Azul claramente se estressou com aquilo e ameaçou avançar em cima do garoto. Foi impedido pelo braço seu companheiro. Um soldado bloqueou o avanço do outro. Enquanto um parecia profundamente irritado o outro analisava a situação calmamente e percebeu a marca crescendo no rosto da jovem. Apenas balançou a cabeça para indicar o que acontecia a seu companheiro

A garota foi a única dos três que pareceu não se assustar. Na verdade riu daquilo. Neil não viu o que ela havia feito com Loup poucos segundos atrás. No mesmo momento em que o humano tocava a face da garota ela foi capaz de usar seus poderes sobre ele também e resolveu tirar proveito daquilo.

-Interessante, você é mesmo interessante...- Ela falava de modo meio irônico -Eu já entendi sua habilidade, talvez seja mais justo se eu te disser que através do toque posso ler sua mente. Não?.-

-Cale-se!- O soldado de Azul interferiu. -Astrid- Chamou atenção da garota -Tem noção do risco que é revelar informações sobre você para outros quaisquer?-

-Desculpe general.- Ela deu as costas para os garotos e voltou para o lado de seus companheiros.

O clima ali tinha ficado mais intenso. Por mais que a garota estivesse tranquila o General pareceu se irritar profundamente com a situação. Para sorte de Neil ou talvez muito azar, mesmo não enganando a cavaleira ele conseguiu provocar certo receio no chefe do grupo. Loup agora estava ainda mais perdido naquela história. O que toda aquela gente queria? quem era aquele cara?

Antes mesmo que pudesse tentar juntar os fatos um barulho foi ouvido do fundo da rua. Passos rápidos de inúmeras pessoas pareciam caminhar naquela direção e foi quando chegaram sete homens, todos trajando uniforme azul com a marca da família real de Hilydrus estampada no peito.

-General!- Um deles se pronunciou -Um ataque de dragões na praça central! Temos que te mandar direto para lá.- O general pareceu se assustar com aquilo, mas continuou a ouvir o que os homens tinham a lhe falar -Abriremos o portal, mas só conseguiremos transportar você. Membros da cavalaria já estão lá, apenas aguardam suas ordens!- O general assentiu.

Os homens que haviam acabado de chegar pareciam todos magos. Os sete deram as mãos fazendo um circulo envolta de um dos cavalos e começaram e pronunciar palavras em uma língua desconhecida por todos os outro presentes. Enquanto isso o general se dirigiu à seus dois subordinados.

-Quero que se retirem daqui, outro dia faremos essa investigação.- Então se virou para Neil e Loup -Se algo acontecer com eles dois eu juro que vou achá-los e farei desejarem jamais ter nascido.- Ao terminar de falar ele entrou o circulo feito pelos magos e após um clarão ele havia sumido daquele local, sumido junto com os bruxos e seu cavalo.

-Oscar!- a garota se dirigiu ao outro cavaleiro. -Esses dois na nossa frente, nenhum deles é da organização, mas ainda podemos usá-los para ver se descobrimos algo.-

-As ordens do general foram para que voltássemos imediatamente, você entende isso?- Falou com a garota de modo seco, seu tom de voz naquele momento pareceu rebaixar a garota e sua ideia. -Porém, se conseguíssemos usar a ajuda deles e terminar a missão sem o general nos daríamos muito bem, receberíamos uma boa gratificação.- Ele sorriu e começou a falar com Loup e Neil -Vocês iram no ajudar não iram moleques?-

Agora a situação estava bem menos complicada. A garota já estava marcada por Neil e provavelmente perdendo suas forças. Não eram mais três, e sim dois, sendo que o cavaleiro que tinha saído dali claramente era o mais forte deles. Se Loup quisesse ajudar poderia. Se quisesse brigar, bom também poderia e Neil, do jeito que era, votaria pelo caos.

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Re: Subúrbio

Mensagem por Neil Blaze em Seg 12 Nov 2012, 8:56 pm

Riu. Nossa, como riu! O que devia ser uma surpresa tornou-se graça e certamente acabou por surpreender a moça e talvez ferir seu orgulho, porque não? Mulheres eram sempre tão orgulhosas, gostavam de estar no poder e deixar quem quer que fosse – principalmente outras mulheres – de baixo de seus pés. Bem, não funcionaria com Neil, não mesmo! O garoto nem ousou se levantar. Apenas estalou os dedos e fez a marca sumir do rosto da jovem. Não teria mais graça continuar com aquilo. Olhou para o lado procurando seu companheiro de embate, mas este se mostrava mais covarde que os outros que se escondiam em seus casebres. Uma pena.

Enquanto a confusão se desenrolava na frente de Neil, o garoto simplesmente fazia seus olhos viajarem de um lado para outro. Até que alguns outros caras apareceram e sumiram com o que parecia ser o líder do grupo. Agora seriam dois contra um, afinal, o garoto do seu lado estava simplesmente desistindo da vida. Ou lutando por ela? Era complicado saber disso, afinal, Neil não era o exemplo de coragem em pessoa. Enquanto divagada sobre esses possíveis desencontros da concordância da vida, acordou quando lhe impuseram uma pergunta cujo homem parecia convencido de que Neil iria aceitar.

- Hahaha... O que te faz pensar que eu poderia ajudar? Tenho minhas próprias coisas a fazer do que enfrente meras marionetes.

Levantou-se com um sorriso irônico e desafiador que pedia pra levar um belo murro na cara, mas estava confiante. Simplesmente começou a andar, calmamente, por entre os guardas, no intuito de sair do local. Realmente, era muita audácia e ele provavelmente pegaria muita pancada. E que viessem! O caos era perfeito, a situação de descontrole, sangue e terror as vezes o deixa com picos de adrenalina pelo corpo magro que escondia uma força para além de suas proporções. Sua mente caia em gargalhada enquanto dizia à moça ao seu lado.

- Garota, já te disseram que você é bonita?


[Desculpem a demora.]
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Re: Subúrbio

Mensagem por Zatoichi em Seg 26 Nov 2012, 9:43 pm

@Neil

A garota parecia se irritar com Neil. Ele já estava passando dos limites com seu desrespeito e audácia. Seu modo de falar era arrogante e desnecessário. Bom, ele tinha atingido seu objetivo chamou atenção suficiente para si e riu bastante. Em sua estranha carência ele teve tudo que queria, ao menos até aquele momento.

Talvez tivesse sido a gota d'agua usar palavra tão fortes para criticar os soldados. A garota já cerrava os punhos como se quisesse bater nele mas não agiu. Não ocorreu um momento de explosão como ele tanto desejava. Estava saindo já e tudo ia terminar razoavelmente bem, mas ele tinha que dar a cantada...

No momento em que passou ao lado da garota elogiando-a ela corou e pareceu perder o equilíbrio. Para Neil já estava claro que toda confiança que ela demonstrava não era real. Apenas mais uma garotinha frágil suscetível a irritações por dentro.

Oscar, o outro soldado, permaneceu imóvel o quanto pode, e ficou ali. Neil não achou que ele fosse se mover. Ledo engano. Quando menos esperava recebeu um soco direto no rosto que foi o suficiente para derrubá-lo e deixar ele jogado no chão. Pena, se tivesse deixado aquele pequeno capricho passar ele não estaria no chão.

Agora o soldado já estava em cima dele, com a lança na mão esquerda e a direita vazia. Oscar rangia os dentes de raiva enquanto pisava no peito de Neil, que se via numa enrascada. Não a maior que já tivesse passado, ele poderia pensar, mas uma das grandes.

-Posso te prender por desacato, sabe não é? Vamos fazer assim, vou te dar uma surra, mas deixarei revidar, se eu apanhar você sai, vai embora. Caso contrario, bom, você vai preso, vai ficar bem machucado, isso eu te prometo.-

O soldado esbanjava confiança falando, Parecia ter certeza de sua habilidades e definitivamente estava bem melhor armado do que Neil. Ele então tirou o pé permitindo que o garoto se levantasse e logo em seguida trocou a lança de mão e assumiu postura de combate como quem convidasse Neil para atacá-lo.

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Re: Subúrbio

Mensagem por Neil Blaze em Qui 29 Nov 2012, 7:02 pm

Como doía! Doía na mente insana de Neil. O corpo já praticamente tinha se acostumado com tanta porrada na vida, porém, aquele soco fez doer. De novo. Merda! Caiu no chão sorrindo e olhando para o céu acinzentado. E a garota? Ah é! Ela tinha apreciado o elogio... Mas ela realmente bonita. Mesmo. Sentiu a bota do soldado em seu peito fazendo uma leve pressão enquanto ele cuspia as palavras em sua cara e o desafiava para um embate mortal! Oh, que exagero. Não seria assim, Neil perderia, e esse era o fato primordial. Assim que o soldado tirou os pés de cima de Neil, o mesmo levantou-se, bateu nas roupas tirando o pó e olhou fixo para o soldado, depois para a garota, dando um sorriso.

Será que ela estaria tentando ler sua mente? Não sabia, mas se possível, ela saberia que ele não ia lutar, mesmo que suas mãos de forma consciente se colocassem diante do rosto como um lutador de boxe. Os olhos então se voltaram para o rapaz que estava preparado e realmente ansioso para um combate. Porém, de forma surpreendente ele estendeu as mãos e disse de forma tranquila e com uma análise perfeita do caso, ao menos em sua opinião.

- Sou louco, mas não idiota. Você já viu como funciona minha técnica, sabe que eu preciso te tocar para poder fazer algum real dano. Além do mais, você se encontra com uma armadura e uma arma de longo alcance, o que diminuem muito mais as minhas probabilidades de te tocar. Sem contar que você tem uma pessoa que lê mentes do seu lado, sendo assim, ela pode prever minhas estratégias. Além do mais, são dois contra um. E para finalizar, vocês estão com armadura e eu sem nenhuma proteção, sendo assim, os danos em mim serão ampliados. Minha chance de vencer é menos de 10%. Prefiro apanhar e ser preso. Prenda-me.

Deu alguns passos e esticou as mãos novamente. Terminando com uma provocação novamente.

- Desculpe se tentei elogiar sua namorada... Mas ela é muito interessante.

Sorriu. Que o destino vá a merda.
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Re: Subúrbio

Mensagem por Zatoichi em Qui 29 Nov 2012, 8:19 pm

Neil jogava com as palavras, se fazia parecer esperto, realmente era. Por trás de sua estranha carência ele tinha um amor enorme em se sentir superior aos outros. Se não era isso ao menos foi o que pareceu ali, ou o que sempre parecia. Ele coberto de razão decidiu negar a oferta do guarda. Enquanto ele calma e educadamente dispensava a chance de ter uma aposta ali o guarda tentou interromper.

-E você acha que vai sair tranquilo?-

Porém rapidamente o guarda se aquietou. As palavras “prenda-me” e o gesto de esticar as mão para frente falavam muito bem por si. Mas aquele homem que estava cara a cara com Neil não gostava de perder. Não, assim como qualquer soldado do exército de Hilydrus ele parecia achar que sua patente, mesmo que baixa, o tornava muito melhor do que os cidadãos normais. Neil era o tipo da pessoas que contestava isso e Oscar parecia extremamente irritado.

-Você tem coragem moleque, eu gosto disso, mas não gosto de você. Precisa aprender a respeitar, precisa aprender muito. Um ano na cadeia que tal?-

Oscar já não tinha tanta convicção no que falava e isso estava ficando cada vez mais claro. A garota Astrid, caminhou até ele e colocou a mão no ombro dele.

-Acalme-se...-

Estranho foi que no exato segundo ela olhou seria para Neil. Um contato de olhos e foi como se o rapaz soubesse que Astrid lia a mente do soldado. O jovem tão cheio de espirito que chegara ali há poucos minutos já tinha aceitado ser preso, e aquilo era real, não precisaria nem de ter sua mente lida.

-Oscar, por favor, ele não é mal, está apenas confuso.-

O soldado sacudiu o ombro fazendo com que a garota tirasse sua mão dali e fechou a cara mais uma vez em uma expressão de irritação. Agora com sua mão direita Oscar ergueu a lança colocando a ponta contra o pescoço do rapaz. Fazendo assim com que ele erguesse a cabeça. O soldado mantendo a ponta da lança na mesma posição, chegou mais perto e levantou o punho para novamente socar Neil que não conseguiu evitar a provocação. Mais uma vez destruindo todas as chances que tinha de fazer as pazes ou se dar bem com a guarda local. Ele mesmo não queria isso.

- Desculpe se tentei elogiar sua namorada... Mas ela é muito interessante.

E a arma do homem se moveu. Saiu do pescoço do garoto e sem nenhuma hesitação foi levada para trás e para a frente em uma estocada contra a perna direita dele, o golpe foi de raspão, mas o suficiente para rasgar toda a pele dele. Neil caiu de joelhos. Seu sangue escorria quente e a raiva tomou conta do garoto, porém mais uma vez a lança foi levada para trás e do modo que o soldado mirou o ombro não ia agradecer. Neil fechou os olhos. O que mais poderia fazer? Foi o reflexo que fechou seus olhos, mas o que ele ouviu não foi o som de uma lança perfurando seu corpo, na realidade, escutou apenas o som de metal batendo contra o chão.

Abrindo os olhos ele pôde ver. Astrid estava de pé ali: Com seu arco na mão não demonstrava nenhum sentimento. Oscar no chão parecia desmaiado. Uma flecha radiante atravessava seu ombro.

-Eu só soltei uma flecha mágica para fazê-lo dormir. Por favor, venha comigo, serei expulsa do exército. É sua vez me ajudar.-

As palavras da garota saiam de modo serio e sua voz ainda era de certa forma autoritária, porém Neil podia ver nos olhos dela o medo e o arrependimento pelo que ela havia acabado de fazer. Enquanto preso em seus olhos o garoto não reparou que Astrid se aproximava dele. Ela pegou o braço do jovem e passou por cima de seu pescoço para ajudá-lo a andar.

-Você não é mau, é um idiota, mas não é mau, ele também não, não ia te matar, mas eu não deixaria você ir preso.-

Agora eles andavam para o interior dos subúrbios e estranhamente o palhaço dessa vez tinha ficado com a garota, caminharam durante um bom tempo naquelas ruas com o instinto do jovem os guiando e sumiram naquele buraco de Paramet. Foi um desfecho estranho para uma história que mal começou, mas todas as histórias precisam de um primeiro capitulo.

[Como estamos fechando o fórum esse será o ultimo post, não colocarei perdas de HP. 150 de Exp e mais 100 pela narração, total: 250, Até ano que vem!]

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