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Paracelsus Simon

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Paracelsus Simon

Mensagem por Paracelsus Simon em Dom 29 Jul 2012, 6:21 am


Nome: Paracelsus Simon
Idade: 3
Sexo: Masculino
Altura: 1,74
Raça: Homúnculus
Nível: 1 Exp: x/1000
L$: - -
Profissão: - -
Salário: - -

Aparência: Um jovem homunculus com cabelos negros e bagunçados, curtos na frente e laterais, mas possui um trecho mais comprido que começa de sua nuca e vai até o meio de suas costas que pode ou não ser amarrado, dependendo da ocasião (sempre carrega uma borrachinha e se não tiver, uma grama mais crescida ou um pedaço de tronco folheado é o suficiente para fazer uma amarra tosca). Gosta de ornamentar sua cabeça com brincos ou tiaras, ou mesmo presilhas, desde que tenham a cor dourada. Tem olhos de sua cor preferida de acordo com o metal que o compõe em pequena quantidade, por questão estética, fora feito para colorir. Ainda em seu olho, há um segundo círculo de metal leve dentro de sua íris, mas isso é só para converter sua visão para ângulos que os humanos consideram normais (dispensando assim o uso de óculos eternamente).

Sua pele é completamente pálida e normalmente traja um manto negro comprido que o cobre da cabeça aos pés, tendo as bordas rasgadas ou chamuscadas próximo as suas pernas. O capuz não é de regulagem, mas é grande o suficiente para cobrir seu rosto e deixar que somente os brilhantes olhos dourados e de seu nariz abaixo sejam mostrados. Por baixo tem um casaco comprido de zíper de gola alta e sem mangas, que vai até próximo aos seus pés, onde usa de calça um bufante negro e botas que vão até a canela. Únicos momento em que não está de capuz é a noite, pois a luz realmente o incomoda após ter passado três longos anos em meio a diversos tipos de escuridão.

Apesar de utilizar um estilo marcial de contato direto, usa leves luvas negras (a da esquerda é comprida, indo até 3/4 de seu braço e a outra sendo só para a mão mesmo e são usadas para saber o nível de poder já usado). Todo seu estilo de se trajar completamente como se fosse um habitante do deserto, não permite que sua pele receba qualquer tipo de cor e por isso, só se mudasse seu estilo sua pele poderia pegar uma cor mais "humana", o que não quer dizer que ele seja gelado, pois mesmo pela quantidade de tecido quanto por seu coração, ele é como se fosse um humano "tímido".

Personalidade: Não tem muito tempo de vida e seu entendimento de certo ou errado é como de qualquer humano, mas ele não tem muito o sentimento de momento e pode acabar tendo um humor mórbido de vez em quando, por exemplo, após uma tragédia, se algo o divertiu, ele vai rir. Coisas que muitos tem vergonha de dizer pelo momento ou por ser desnecessário, Simon acaba por falar ou discordar deliberadamente. Algumas coisas para os humanos, como a morte, é simplesmente uma coisa difícil de se entender e ocasionalmente acaba por ser grosseiro nesse quesito, fazendo coisas até mesmo suicídas por acreditar na recuperação constante de seu corpo (nunca fora informado que havia um limite para tais coisas e nunca sofrera nada grave, mesmo vivendo tanto tempo em Takaras).

Por haver componentes químicos combustíveis em seu corpo e ter completa noção disso, tem uma pequena aversão ao fogo intenso, como por exemplo, aproximar-se demais de uma fogueira. Caso seu corpo seja queimado, ele entrará em um pânico nervoso, mas caso suas vestes ou ele próprio estiver em combustão, será impossível segurar uma fúria cega e autodestrutiva que fará de tudo para afastar as chamas ou a causa.

Se mostra curioso e até metido, mas faz isso inconscientemente e por pura preocupação, não por ser fofoqueiro ou que seja, mas por ter vivido tanto tempo em um local completamente hostil e tendo sua existência por uma causa, é difícil mesmo aceitar que algumas pessoas estão simplesmente vivendo ou "bem". Apesar de ser desajeitado em conseguir amizades e por ser afastado em termos de si próprio (querendo conhecer mais dos outros e falando pouco da própria pessoa).

Sempre fora tratado meramente como um pedaço de subtituição humana, então é do seu persona ser um pouco ríspido quando quer alguma coisa e lhe é negado, ou mesmo em uma teimosia de brincadeira. Não que se irrite, mas usa meios mais brutais (não ao ponto de machucar, mas de apertar com força e coisas semelhantes a agressões leves que causam uma má impressão) para terminar com aquilo que o importuna.

No meio do campo de batalha, recebe danos sem se preocupar muito, tem todo o foco em machucar e evitar o inimigo, preferindo empurrá-lo e imobilizá-lo a ter um sangrento combate até a morte. Como nunca teve parceiros para com a qual se preocupar, é completamente independente em uma luta, mas ouve atentamente a qualquer um que lhe seja de seu meio e que esteja ditando a estratégia antes da ação.

Terra Natal: Takaras

História: Em Takaras a vida é difícil, talvez mesmo até para aqueles que estão acima de todos os outros, já que é visível o estresse em saber que outros não o querem ali. Um senhor, conhecido meramente como Styrpe era um grande alquimista que juntava a atmosfera amaldiçoada do local para facilitar seus projetos (mesmo que não seja uma pedra filosofal atmosférica, é um local carregado de energias ruins) e ele sintetizava isso.

Sua vida inteira fora devotada para os estudos da alquimia e por isso, vez ou outra suas aberrações tomavam conta de outros experimentos na criação de um humano artificial. Sabia que por ali, haviam diversas formas grotescas, então erros eram vistos com mais piedade do que deveria, preocupando-se de praticamente nenhuma forma, jogando as criaturas para fora, por sua própria conta, mas claro, longe de seu laboratório para não atrair predadores ou seres inferiores que aguardavam uma presa deformada e impossibilitada de uma auto defesa. Não queria sujeira.

Styrpes, apesar de tudo era um homem talentoso, muitas vezes errando propositalmente a fim de não errar por falta de preparo em um ser mais aperfeiçoado. Trabalhou arduamente por durante quatro meses, vendendo órgãos artificiais para conseguir seus materiais e basicamente fazia experimentos noite e dia, mas pouco se preocupava com sua saúde, afinal, ele tinha o elixir da vida eterna, coisa que todo alquimista de respeito deveria ter bebido.

Era impossível saber se era dia ou noite, então o alquimista saiu de seus aposentos e observou o céu lá fora. A lua parecia do mesmo vermelho de sempre e suas nuvens, as mesmas tempestuosas e reprimiu uma vontade inacreditável de rir após completar uma série de homunculi. Todos estavam ainda quentes dos elementos usados e por isso foram deixados sozinhos dentro do laboratório e depois seriam revisados quando "acordassem". Ficar observando um monte de corpos após horas intermináveis de estudos não era um bem recompensador.

Dentro de uma jaula de contenção (para que não se matassem entre si) estavam frascos com pequenos humanos dentro.

Deles, vinha um odor forte e viasse que os pequenos borbulhavam em toda sua superfícia como se ela fosse um só tecido. Não havia cabelos ou unhas ou mesmo uma estrutura óssea, então ficavam todos deitados agonizando em seus "restos" enquanto aguardavam que seu esqueleto se fizesse presente.

Duas horas depois, Styrpe retornou e avistou que alguns ainda estavam em crescimento, enquanto outros já estavam em sua "forma adulta" e claro, todos estavam ensanguentados graças aos cacos dos frascos de onde se originaram. Cabelos e unhas compridas - como garras ou como conchas - todos tinham a pele bem quente e era possível ver suas veias.

Alguns ainda nem conseguiam abrir seus olhos, mas já era possível deduzir que todos eram cegos por seus atos.

Achando aquilo estranho, raspou com muita indiferença um pouco da pele de cada um e fizera uma rápida pesquisa e averigou que seus medos eram temporários, seu corpo ainda estavam em desenvolvimento e por isso não conseguiam ver. Sorriu ao imaginar que os órgãos deles ainda poderiam estar se formando e como seria esse sentimento de vazio, dor e logo depois de preenchimento abrupto. Talvez fosse como perder um membro e desmaiar ou receber uma descarga elétrica de seus próprios nervos.

De imediato, suas peles eram negras e pareciam um tanto frágeis, como se todos estivessem doentes. Outro ponto a se ser acentuado é das veias alaranjadas que apareciam por baixo da pele com um contraste que se assemelhava à lava em meio a cinzas. Seus olhos eram das cores que foram feitas para terem, mas ainda assim a luz não era refletida por eles, ou seja, o cérebro ainda estava se construindo e era um tanto interessante ver a natureza química fazer seu trabalho em algo que é simplesmente contrário a tudo que poderia ser considerado natural. Styrpe sorria - vendo seus esforços sendo recompensados - e anotava tudo que achava conveniente para sucessores ou novos modelos.

Após uma semana de puro estudo naquele laboratório fechado, o alquimista começou a fazer experimentos neles, observando se eram semelhantes aos humanos ou se havia feito uma raça inferior. Tendo já um mês escondido de tudo e de todos com seus novos brinquedos de testes, a porta fora aberta abruptamente para dar lugar a algumas criaturas malignas que pegaram o homem e o levaram dali.

Os homunculi ficaram perdidos sem ter o que fazer e com isso, andaram a esmo, saindo de seu habitat e desbravando os horrores do mundo de Takaras. Ainda estavam com pensamentos primários, sem conseguir fazer coisas muito complexas como se defender de ataques exteriores, mas tinham um instinto de sobrevivência que os unia. Um grupo de criaturas rechonchudas e altas os parou e atacou um deles, arrancando seu braço e se alimentando logo em seguida enquanto ria com os dentes pontiagudos arregaçados para o homunculus que caira em meio a gritos de dor e um jorro de sangue meio alaranjado.

Aquilo não demorou muito, pois a ferida se fechou naturalmente e, fraco para se mover, um companheiro deu-lhe uma ajuda para se levantar e ele ficou no meio enquanto outros ficaram em sua frente com fins de proteção (mesmo que não soubessem o que fazer). Vendo a velocidade com a qual o ferimento cicatrizou, um dos animais se jogou em direção ergueu sua mão por cima das cabeças que observavam temerosas e agarrou aquele desmembrado, ali vira que um ossos cartilaginoso começava a se formar com uma velocidade inesperada, dentro de um dia já teria um braço novo, mas só poderia usá-lo eficientemente após uma onzena. Impressionado com o poder regenerativo - ou seja, comida eterna -, ele o levou.

Assustados pela perda de um, balbaciaram e correram de volta para o laboratório. Lá começaram a se mutilar uns aos outros a fim de ver se acontecia o mesmo e por horas agonizantes, não fizeram outra coisa se não aprender na carne o que eles eram.

Styrpe, retornando com alguns hematomas, mas com o bolso mais cheio, observou com ira a sujeira que estava seus aposentos enquanto cada um de suas criações estavam jogadas em um canto. Uma ainda veio em sua direção como um filho vai ao pai, mas fora completamente ignorado, haviam coisas mais preocupantes no momento. Procurou por todas suas coisas mais preciosas, contou os homunculi e de seus medos, o único que o afligiu foi a falta de um dos seres.

Fechou a porta e começou a limpar o local, mandando cada um para suas respectivas jaulas e que lá aguardassem. Ao começar um novo dia, já estava tudo em ordem e com isso, pegou um deles e levou a um cômodo separado, como uma área de quarentena e lá introduziu alguns líquidos e modificou seus organismos, transformando em trabalhadores úteis.

Agora tinha de pagar aluguel e prestar satisfações sobre suas descobertas e para isso, suas criações é quem seriam as escravas.

Cada um recebeu uma habilidade única para que se completassem em trabalhos braçais e ficaram um dia inteiro se contorcendo em febre nas suas macas na área de isolação. Estavam amarrados para que não acabassem por liberar os poderes uns nos outros ou que de alguma forma se rebelassem.

Acabando o primeiro ano de pesquisas e criações, o segundo teve lugar, onde eles iriam fazer o que ninguém mais queria e tudo que recebiam era dado para Styrpe, eles precisavam comer pouco, somente o suficiente para reestabelecer o que era gastado de seus organismos. Aos poucos o homem fora notando que não havia lugar para ricos ali, somente loucos e mercenários (apesar de ser um lugar ótimo para experimentos não supervisionados e a própria terra exalava poderes inexplicáveis).

Deixou seu laboratório com alguns gases dentro e junto de seus homunculi, tentou desesperadamente fugir para outro lado de Lodoss, o importante era sair dos domínios de Hellger. Era impossível ir muito longe, mesmo com o dinheiro que tinha, fanfarrões, monstros descontrolados, mercenários ou simplesmente gente que queria uma boa briga o impediam.

Era impossível contornar os perigos do local e fugir com um grupo grande.

Os dias passavam receosos dos próximos. Sentiam-se ameaçados e nada disso poderia ser feito algo contra. Um sentimento de desespero contaminou completamente o alquimista e aos poucos seus trabalhos foram se tornando ordinários, mesmo que suas criações fizessem tudo que ele mandava sem nunca reclamar.

Todos agora já sabiam falar e tinham noções de um pouco de cada área, o que cabia a ensinar Styrpe quando sentia-se na necessidade. Juntou-os então na área de isolação por pura paranoia. Lá falou que um deles haveria de se sacrificar para que todos pudessem fugir dali, seria uma causa necessária e se não quisessem se desfiliar de seus "irmãos", ele construiria um novo homunculus para que fizesse o tal trabalho sujo. Entreolharam-se, mas nada disseram por um frio momento, mas logo um deles, de cabelos negros e olhos dourados se voluntariou a ficar, pois tinha poderes de repelimento e isso, talvez ajudassem-nos na fuga.

Era um calmo dia em meio ao mercado e Styrpe saira para fazer suas compras de mais materiais. Andou próximo de onde seria o ponto deles fugirem e os homunculi pararam o que estavam fazendo ao ver seu criador andando e se aproximaram dele, aglomerando-se aos poucos.

Estando todos juntos, o tal mártirie que ficaria tocou em um grupo de caixas que era para serem levadas e uma onda saiu de suas mãos, provocando um efeito dominó que chamou a atenção de todos para a pancadaria que fora ocasionada.

Estando todos juntos agora, um deles que conseguia fazer suas unhas endurecerem e dobrar em até 90°, retirou uma pedra do chão e se atiraram todos nos esgotos, tendo o local fechado logo em seguida por uma habilidade ilusória de duplicação.

Todos andaram juntos até notar que aquele local era interminável e haviam gases fortes que seriam combustíveis para caso acendessem alguma luz ali. Caminharam então por mais uma hora e abriram um caminho para cima, onde se depararam com os limites da cidade, mas ainda teriam de passar pela floresta para sair de lá. Estavam cheios de um líquido avermelhado que faz parte do rio e larvas que tinham um veneno paralisante em suas presas e por isso, mesmo retirando-as de seus corpos com velocidade, algumas foram esquecidas.

Aquele que ficara para trás nunca mais tivera notícias de seus companheiros e criador. Fora forçado a trabalhar, agora, eternamente já que perdera quem segurava a coleira e poderia ser qualquer um no dado momento em que fora dado como "sumido" o doutor Styrpes.

O segundo ano tivera passado com muitos sofrimentos para aquele que supostamente se sacrificou por todos. Usavam e abusavam do fator imortal do homunculus para fazê-lo estar em movimento, mesmo nas piores condições.

Por seus donos, ele ficaria ali fazendo dia após dia as mesmas coisas, mas em um dia quente, quando sentiu pela primeira vez a falta de todos que o tratavam o que era considerado por si "bem", pegou alguns itens das caixas e partiu para a floresta em uma fuga desesperada. Aqueles que ficaram em seu caminho recebiam cargas poderosas que os repeliam em quedas e isso dava tempo para que continuasse correndo.

Na entrada daquele local sombrio e sem um destino certo, embrenhou-se com falsas esperanças de que encontraria seus parceiros sentados em um pequeno acampamento criado para se abrigar dos habitantes e feras de Takaras. Sabia que era impossível, mas mesmo assim, era a única coisa que o fazia seguir em frente.

Já embaixo de uma árvore que escorria uma seiva verde com um cheiro muito forte, percebeu que pouco antes de sair pela ponte e adentrar na floresta, já não mais era seguido e não sendo ingênuo, aquilo tornou-se um real pânico. Olhou para os lados com o cabelo grudado na pele de suor sem saber ao certo aonde ir ou para onde estava fitando, um sentimento de que estava sendo observado o consumia. Ali não poderia haver uma viva alma além da dele, era impossível, desde sua entrada não ouviu nada além de seus passos nas folhas secas e galhos no chão.
Já tinha ouvido falar de tantas coisas horríveis daquele lugar, como poderia ser um deserto aquilo? Talvez fosse mais o sentimento dos boatos, a tensão da fuga e a expectativa que o faziam enlouquecer aos poucos.

Possivelmente sobreviveu àquele local alimentando-se apenas da terra amaldiçoada, não confiando em cascas de árvores ou folhas. Vez ou outra ouvia alguma coisa ou via vultos passando com velocidade, mas nunca avistou nada e perguntava-se seriamente sobre o seu estado mental ou físico. Diversas vezes chegou ao seu limites destruindo árvores pelo caminho com os poderes de seus punhos em busca de um caminho, mas após alguns momentos de caminhada, ao virar-se, estava novamente no "mesmo lugar". Sua paranoia começava a se perguntar se os habitantes dali seriam tão malignos a ponto de saberem de sua existência, mas o torturavam psicologicamente apenas por diversão. O cenário depressivo de morte ou inexistência o incomodava de tal forma que se não soubesse de sua regeneração e da demora de sua verdadeira morte, já haveria cometido suicídio.

Nunca parou, sempre fora adiante e certo dia (incalculável, pois o dia começava e terminava da mesma forma) chegou a um local abarrotado de água e de lá bebeu, mesmo seu gosto sendo horrível pelo nível de salinidade em conjunto de algumas sujeiras, bebera daquilo desesperadamente, a ponto de perder o fôlego e vomitar um pouco.

Ficara por ali, contornando os limites de Lodoss até que vira um barco pequeno e ver a oportunidade que tinha de ouvir outra coisa se não sua própria mente, o homunculus se atirou na água e começou a nadar em direção da embarcação.

Nunca havia tentado desbravar aquelas águas simplesmente por não conseguir ver qualquer sinal de terra no horizonte, então não sabia o quão forte eram seus repuxous e fluxos marinhos. Usara de seus poderes para criar pequenas onda e com sorte, chamar atenção daqueles marinheiros. Mas de nada adiantava e por isso deixou-se ser levado de volta para a praia.

Descansou o dia deitado nas areias geladas e lamacentas, mas assim que acordou, não tardou a continuar sua jornada em volta da ilha.

Mais dias se passaram e sua mente continuava perturbada pela imagem de esperança que era aquele barco, mas logo caiu no chão em meio a lágrimas se perguntando se estava ficando louco e aquilo era meramente uma ilusão? Afinal, andava se alimentando basicamente de sal e o que o mar trazia ultimamente e mesmo que seu corpo precisasse mais dos componentes químicos do que dos nutrientes em si, aquilo poderia estar afetando-o. Duas pequenas crateras foram feitas no chão, impulsionando-o para a frente e uma corrida contra tudo que pensava começava.

Não queria mais ser atormentado por seus pensamentos, mas isso era impossível. Pensava nos velhos tempos e então observava seu estado atual, fechava os olhos com força e passava a relembrar dos tempos em que trabalhava arduamente, tentando usar uma dor para acalmar outra, mas ao invés de uma pesar mais, elas se somavam e com isso, tentou prestar atenção no cenário a sua volta, mas o mar escuro, as nuvens tempestuosas e a areia pegajosa eram coisas que só pioravam seu humor.

Como sempre seguia em frente, após um terrível mês de sofrimento e exaustão, notou que o céu mudava e isso não conseguiu mudar seu humor. Andou até avistar um grupo de mercadores que passavam pelo local, oferecendo armas para
aqueles que queriam se aventurar em Takaras. Estava com sua roupa completamente suja e com os cabelos compridos.

Aproximou-se deles e dera o que tinha juntado antes de sair e pediu que o ajudassem, nem que ele fizesse o mesmo para eles depois, desde que se recuperasse.

Deram comida e água potável para ele, vestiram-no com seus trajes, mas ele aos poucos os modificava. Nunca abria as janelas de seus aposentos pois os rais solares o incomodavam e pela noite, não conversava muito próximo, tendo uma distância de todos e especialmente da fogueira. Ajudava eles nos estoques, pois conseguia mover coisas pesadas com maior facilidade que humanos comuns (mesmo que perdesse as vezes para tais quando se tratava de algo realmente pesado). Retornavam para Paramet em busca de novos equipamentos e com a última ajuda, que seria a escolta e o carregamento, comprou uma roupa e um manto para si.

Carregava ainda a dor de perda, acostumava-se aos poucos com a companhia e nunca esqueceria do povo de Takaras, como eram fortes e brutais, parecia que o meio agressivo em que viviam era algo que os motivava e isso talvez devesse ser aplaudido pela força deles, mas ao mesmo tempo, como será que seria se tivessem outras opções?

Atributos:
Força Física: 2 +1
Força Mágica: 1
Velocidade de Ataque: 3
Velocidade de Movimento: 2
Precisão: 2
Vitalidade: 4 +2

Habilidades:
Broken Echoes
Os socos de Paracelsus são especiais, eles repelem a matéria alvo com o toque, sendo somente de suas mãos (dando socos, tapas, chops, que seja) e por isso, dar chutes ou cabeçadas tornaram a não surtir o efeito, sendo apenas um ataque normal. Quanto mais forte o impacto, mais potente será a repelida.

Uma onda circular sai de seu pulso e se aumenta levemente de acordo com a força utilizada, seja que um impacto o suficiente para quebrar seu punho poderia empurrar um homem para trás a ponto de fazê-lo cair no chão, mas isso é humanamente impossível de se fazer, então o máximo que o homunculus consegue fazer são pequenos espasmos involuntários nos inimigos para quebrar sua guarda fechada.

Usa seu próprio centro de gravidade para fazer um deslocamento de impulsão em direção de seus membros superiores, como uma puxada do chão para o topo (o que seria o centro para os braços). Na hora do impacto, usa o princípio da inércia para que seu corpo também não seja jogado para trás - a menos, claro, que o impacto seja tão forte que acabe por fazer um recuo lateral da parte atacante - e com isso, pode continuar batendo e abrindo a guarda inimiga um objeto mais pesado.

Há uma desvantagem visual, pois a medida que o poder é usado, as "veias" de seus braços começam a se mostrar enquanto a pele torna-se enegrecida, parecendo uma gangrena avançada (por isso uma luva é curta e outra é comprida). Efeito interpretativo para com a tabela de perda de Mana.

Obs.: Um soco duplo irá jogá-lo para trás ou deslocar seus ombros. Objetos imóveis que recebem o impacto não terão tanta força ao serem impelidos, visto que não estão somando seu peso na pancada. Um adversário que tenha um nível de força muito acima, terá seu ataque levemente reduzido, mas ainda assim, o choque será o mesmo (pela massa do impacto ser maior, acaba se tornando uma habilidade mais defensiva do que evasiva).
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Re: Paracelsus Simon

Mensagem por GM Akira em Seg 30 Jul 2012, 2:36 pm

Ficha Aprovada.

Peço que adicione os seguintes itens em sua assinatura:

- Link deste tópico;
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- Atributos

Não precisa ser nessa ordem.

No mais, envie sua habilidade para o tópico de avaliação, porém não é necessário esperar que ela seja avaliada para que dê início ao seu jogo.

Ative sua ficha de personagem que está em seu perfil, e atualize-a quando necessário.

Bom jogo.

_________________
Atrtibutos:
Força Física: 10 + 1
Força Mágica: 8
Velocidade de Ataque: 14
Velocidade de Movimento: 14
Precisão: 10+1
Vitalidade: 7+1

Aya, você lutou comigo e sobreviveu =3

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